Os barros de Estremoz, cujas referência mais antigas remontam ao século XIII, são dos mais finos de Portugal, mais maleáveis e os de mais fácil manufactura. São estas características que permitem a feitura dos famosos Bonecos de Estremoz. O figurado de Estremoz é muito elaborado e rico em pormenores; as pequenas flores que enfeitam as primaveras e as espigas de centeio que as ceifeiras transportam, são disso bom exemplo.
De entre os barristas de Estremoz, há dois que destacamos: as Irmãs Flores e os Irmãos Ginja.
Estes últimos trabalham no Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho. Oleiros de profissão, estes dois irmãos fazem o barro com que constroem as suas peças e as tintas com que as pintam. De uma perfeição extraordinária, estas são autênticas peças de colecção.

Os bonecos das Irmãs Flores têm um cariz mais popular. A sua inspiração tem-nas levado à criação de novas peças baseadas nas profissões tradicionais; a ceifeira, a aguadeira, a vendedeira de galinhas.
Desde 2007 possuem a Carta de Reconhecimento de origem Geográfica de Artesanato do Concelhos de Estremoz, atribuída pela Câmara Municipal de Estremoz.

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